Superbarroco

Ficção, 17′, 35mm, cor, Dolby Digital, Recife-PE, 2008

A ornamentação na ruína; o escuro no claro; o silêncio na voz; o imóvel na ação.

EQUIPE TÉCNICA e CRÉDITOS

Direção Renata Pinheiro | Roteiro Renata Pinheiro e Sergio Oliveira | Fotografia Pedro Urano | Montagem e Edição de som João Maria | Ator Everaldo Pontes | Arte Dani Vilela e Karen Araújo | Som direto Danilo Carvalho | Assistente de Direção Gabi Ribeiro |Figurino e Produção de Arte Luísa Accetti | Maquiagem Gerailton Sales | Produção executiva Sergio Oliveira | Participação especial Vitor Araújo ao piano | Direção de Produção Anny Fernandes | Coordenação de Produção Dedete Parente | Assistentes de Fotografia Gustavo Pessoa e Bacco Andrade | Imagem adicional (cantora) Pedro Severien | Still Marcelo Lyra | Elenco de apoio Neifa Mendonça, Clara Oliveira, Thaís Nascimento, Dulce Ana Montenegro, Margarida Lima, Marilene Torres, Heleno Lima e João Barbosa.

A DIRETORA RENATA PINHEIRO

Renata Pinheiro

Começou sua carreira como artista contemporânea. Em 1995-96, contemplada com uma bolsa do British Council, fez residência artística na John Moores University at Liverpool – England. Participou de diversas exposições de arte contemporânea e vídeo- arte no Brasil e exterior. Em 2002 estudou no INA Formation (Institut National de l’Audiovisuel) in Paris – France. Atua em vários filmes nacionais como Diretora de Arte, tais como Amarelo Manga e Baixio das Bestas de Cláudio Assis, A Festa da Menina Morta de Matheus Nachtergaele, Feliz Natal de Selton Melo e Hotel Atlântico de Suzana Amaral, entre outros. Superbarroco é o seu primeiro filme curta-metragem em 35mm. Participou de importantes festivais internacionais como a Quinzena dos Realizadores no Festival de Cannes 2009 na França e  vem acumulando aproximadamente 30 prêmios, entre eles melhor curta-metragem no Festival de Brasília 2008, curta-cinema 2009 e Grande prêmio do cinema Brasileiro pela Academia Brasileira de Cinema.

ENTREVISTA COM A DIRETORA RENATA PINHEIRO AO DIÁRIO

Você tem usado conceitos bem definidos para os filmes em que atuou como diretora de arte. Em poucas palavras, como você descreveria Superbarroco?

Superbarroco é uma jóia. Fiz este filme como um ourives faz uma jóia.

Ele tem recebido muitos prêmios e elogios de público e crítica. Que qualidades do filme eles costumam destacar?

As críticas em geral ressaltam a construção narrativa e beleza das imagens que, compostas a partir de efeitos ilusionistas, chegam antes ao público como sensações para depois provocar reflexões. Falam da sensação de embarcar em um sonho. Falam da brilhante interpertação do ator Everaldo Pontes. Tenho me emocionado com as palavras de alguns críticos.

Como surgiu a ideia de compor o cenário a partir da projeção de filmes? Com que finalidade você usou esse recurso?

Eu não poderia ter a maquina ilusionista do cinema com suas grandes salas e telas de projeção e não tirar proveito disto. Eu queria lembrar que o cinema é , em essência, o passado e a ilusão e partindo desta premissa quis convidar o publico a entrar conscientemente dentro disto.

Everaldo Pontes me contou que a ideia para o curta surgiu de uma conversa entre ele e Sérgio. Dessa primeira conversa ao produto final, como se deu o processo de criação?

O processo todo levou aproximadamente 3 anos. Filmamos no inicio de maio de 2008, quase a exatamente 1 ano. O ponto de partida bem embrionário foi a arte da dublagem que está caindo em desuso e a importância da Cantora Dalva de Oliveira na cultura brasileira. Pensando o filme hoje vejo que ganhou inúmeras camadas interpretativas além destas idéias. A questão é que sempre trabalhamos com liberdade e intuição. O último tratamento de roteiro é uma grande sequência de associações livres.

 Em Brasília, você me disse que Superbarroco é um filme bastante pessoal, ligado a um retorno à sua infância. (até porque a casa onde se passa o filme é da sua família, não é isso?)

Quero dizer que Superbarroco é a conseqüência das minhas experiências. Quando falo experiência misturo tudo; obras, infância, amores, teatro (que fiz formação). A casa do filme é uma antiga casa grande de engenho que está na minha família há duzentos anos. Lá ouvi muitas histórias de meus antepassados.

Além disso, há imagens que evocam pessoas que provavelmente estão no passado do personagem, e a figura da cantora Dalva de Oliveira. Seria fuga ou assombração?

Não sei. Prefiro deixar que cada um tenha sua própria percepção. Quando eu e Everaldo estávamos em pleno processo de construção do personagem fiz questão de deixar lacunas de compreensão sobre o personagem. Queria que ele vivenciasse aqueles momentos de projeções sem necessariamente entender. Quando estamos vivendo não temos tempo para racionalizar.  Estudei um pouco de Butô para este filme. Nesta dança japonesa o corpo é esvaziado de referências culturais e se entrega a arquétipos da mente.

Do ponto de vista técnico, foi difícil realizar as imagens? Soube que a máquina que projeta em cena teve que ser trazido do Rio de Janeiro.

Tivemos custos altíssimos com este filme. Eu não podia morrer na praia, para alcançar o resultado que queria tivemos que investir em testes e trouxemos o melhor projetor disponível no Brasil. O orçamento ultrapassou o prêmio que ganhamos do edital do Minc, único investidor deste filme. Sergio Oliveira, enquanto produtor, quase foi a loucura.

  FESTIVAIS  

  • Quinzaine des Réalisateurs, Festival de Cannes 2009, Cannes, França
  • Festival International du court Métrage de Clermont-Ferrand – França 2010
  • Asiana International Short Film Festival, Korea, 2009
  • Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano, Habana, Cuba, 2009
  • Festival on Wheels, Turkey 2009
  • International Short Film Festival in Drama, Grecia, 2009
  • CineFest Brazil, Londres, Inglaterra, 2009
  • Rendez-vous Mensuel du Cinéma Lusophone., Paris 2009.
  • Tabakalera, Labo 2010, San Sebastian, Espanha, 2010
  • 4º FESAALP- Festival de Artes Audiovisuales de La Plata,  Ciudad de La Plata , Buenos AiRes Argentina. 2009.
Everaldo Pontes

       PRÊMIOS

  • Grande Prêmio do Cinema Brasileiro – Academia Brasileira de Cinema – Melhor curta metragem de Ficção
  • Melhor ator – Levante International Film Festival, Bari, Apulia, Italia, 2009
  • Melhor filme de curta-metragem e Prêmio de Aquisição Canal Brasil no Festival de Brasília 2008
  • Grande Prêmio – Curta Cinema 2009
  • Prêmio Porta Curtas – Festcine Goiânia 2009
  • Melhor Filme Juri Jovem – Curta Cinema 2009
  • Melhor Ator (Everaldo Pontes)Melhor Filme de curta metragem e Prêmio Aquisição Programa Zoom – TV Cultura – no Cine PE 2009
  • Melhor Direção de Arte na Mostra Londrina de Cinema 2009
  • Prêmio da Crítica, Melhor Ator e Melhor Direção de Arte – Cine Ceará 2009
  • Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor ator, Melhor Direção de Fotografia e Melhor Direção de Arte no Festival de Cinema de Triunfo – PE 2009
  • Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Filme pelo Juri Popular, Melhor Ator e Melhor Direção de Arte na Mostra de Cinema de Marília – SP 2009
  • Os 10 favoritos escolhidos pelo público no Festival Internacional de curtas de São Paulo 2009
  • Prêmio de Melhor Filme nacional pelo Juri – Janela Internacional de Cinema do Recife – PE 2009

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